Cirurgias Plásticas

Atuação no Pré Operatório

É im­por­tante iden­ti­fi­car al­te­ra­ções te­ci­du­ais pré­vias a agres­são ci­rúr­gica. Se os te­ci­dos não têm a mo­bi­li­dade e o me­ta­bo­lismo ade­qua­dos, o or­ga­nismo terá muito mais di­fi­cul­dade para se re­cu­pe­rar de uma le­são ci­rúr­gica.

Nos ca­sos de ci­rur­gias pré­vias, a pre­sença de te­cido ci­ca­tri­cial ex­ces­sivo (fi­bro­ses) pode di­fi­cul­tar o ci­rur­gião e pre­ju­di­car o re­sul­tado da ci­rur­gia. Sugerimos um tra­ta­mento pré­vio para evi­tar essa si­tu­a­ção, es­pe­ci­al­mente em ci­rur­gias es­té­ti­cas.

Atuação no Intraoperatório

A atu­a­ção do fi­si­o­te­ra­peuta em cen­tro ci­rúr­gico, ime­di­a­ta­mente após o fi­nal da ci­rur­gia, tem sido cada vez mais fre­quente.
A pro­posta é usar o ra­ci­o­cí­nio clí­nico ba­se­ado no pro­cesso de re­paro te­ci­dual e re­du­zir a área da le­são com o au­xí­lio de ban­da­gens elás­ti­cas.
Nesse con­ceito, o tape é uti­li­zado em ti­ras lar­gas, di­fe­rente do tape lin­fá­tico, com o ob­je­tivo de di­mi­nuir o es­paço morto que fica após o des­co­la­mento pro­vo­cado pela ci­rur­gia.
Quanto me­nor o es­paço no sub­cu­tâ­neo, me­nor a quan­ti­dade de edema, fi­brose e equi­mose.
Reduzindo a área, re­du­zi­mos a cas­cata in­fla­ma­tó­ria e to­das as suas res­pos­tas exa­ge­ra­das, co­muns nas ci­rur­gias plás­ti­cas.
Um ou­tra grande van­ta­gem do tape é que ele fica atu­ando por até 10 dias (du­rante toda a fase in­fla­ma­tó­ria e iní­cio da pro­li­fe­ra­tiva), o que dá se­gu­rança para o pa­ci­ente, con­forto e con­trola a for­ma­ção do edema – o que não ocorre quando se usa so­mente a cinta, pois na hora da re­ti­rada para ba­nho, o edema ga­nha es­paço.

Cuidados no Pós-operatório

PÓS OPERATÓRIO DE CIRURGIA PLÁSTICA É COISA SÉRIA!

A atu­a­ção fi­si­o­te­ra­pêu­tica em pós-operatórios de ci­rur­gia plás­tica é im­pres­cin­dí­vel para uma re­cu­pe­ra­ção fun­ci­o­nal ade­quada.
Cirurgias plás­ti­cas tanto es­té­ti­cas e re­pa­ra­do­ras se­guem com se­me­lhante pro­cesso de re­paro te­ci­dual, pois as téc­ni­cas ci­rúr­gi­cas por mais mo­der­nas que se­jam, cau­sam im­por­tante dano es­tru­tu­ral nos te­ci­dos, dano este que será re­cu­pe­rado pelo or­ga­nismo atra­vés da for­ma­ção de te­ci­dos ci­ca­tri­ci­ais. Estes te­ci­dos ci­ca­tri­ci­ais são al­ta­mente li­mi­tan­tes pois não apre­sen­tam es­tru­tura nor­mal. São te­ci­dos al­te­ra­dos mor­fo­lo­gi­ca­mente e por­tanto, me­ta­bo­li­ca­mente. A di­fe­rença en­tre as ci­rur­gias es­té­ti­cas e re­pa­ra­do­ras é que na es­té­tica, busca-se em­be­le­za­mento, po­rém a agres­são ci­rúr­gica é se­me­lhante, o que faz com que a re­cu­pe­ra­ção dos te­ci­dos le­sa­dos seja ne­ces­sá­ria em am­bos os ca­sos.

Cirurgias plás­ti­cas es­té­ti­cas, são an­tes de mais nada ci­rur­gias, que ne­ces­si­tam de tra­ta­mento fi­si­o­te­ra­pêu­tico para re­cu­pe­ra­ção fun­ci­o­nal e não de tra­ta­men­tos es­té­ti­cos que são uti­li­za­dos para te­ci­dos com es­tru­tura e me­ta­bo­lismo di­fe­ren­tes dos te­ci­dos ci­ca­tri­ci­ais.

Portanto:
• O tra­ta­mento pós ope­ra­tó­rio de ci­rur­gias plás­ti­cas deve ser re­a­li­zado pelo pro­fis­si­o­nal fi­si­o­te­ra­peuta, a fim de pos­si­bi­li­tar a re­a­bi­li­ta­ção fun­ci­o­nal ade­quada para este pa­ci­ente;
• A abor­da­gem te­ra­pêu­tica deve ser con­du­zida de forma in­di­vi­dual e per­so­na­li­zada, sem a uti­li­za­ção de pro­to­co­los pre­es­ta­be­le­ci­dos;
• Fisioterapeutas atu­an­tes na área de ci­rur­gia plás­tica de­vem bus­car for­ma­ção di­re­ci­o­nada na área bus­cando re­cur­sos para o tra­ta­mento es­pe­cí­fico para a re­cu­pe­ra­ção fun­ci­o­nal de te­ci­dos ci­ca­tri­ci­ais e não uti­li­zar tra­ta­men­tos es­té­ti­cos para o pós ope­ra­tó­rio.

O cres­cente nú­mero de in­sa­tis­fa­ções com os re­sul­ta­dos de ci­rur­gias plás­ti­cas es­té­ti­cas de­vido à tra­ta­men­tos pós-operatórios mal con­du­zi­dos é pre­o­cu­pante.

Se você é ci­rur­gião plás­tico e quer um acom­pa­nha­mento ade­quado para seu pa­ci­ente, não re­co­mende tra­ta­men­tos es­té­ti­cos nos pri­mei­ros dois me­ses de pós-operatório, pois este pe­ríodo é im­pres­cin­dí­vel para o pro­cesso de re­paro te­ci­dual e sua re­so­lu­ção. Após este pe­ríodo os tra­ta­men­tos es­té­ti­cos es­tão li­be­ra­dos.

Não ar­ris­que os re­sul­ta­dos da ci­rur­gia. Opte pela re­cu­pe­ra­ção fun­ci­o­nal em pri­meiro lu­gar.

CIRURGIA PLÁSTICA É COM CIRURGIÃO PLÁSTICO E PÓS OPERATÓRIO É COM FISIOTERAPEUTA