Mobilização Neural / Neurodinâmica

Em dis­túr­bios neuro‐ortopédicos, é im­pos­sí­vel que haja ape­nas uma es­tru­tura en­vol­vida. O sis­tema ner­voso cer­ta­mente es­tará en­vol­vido, di­reta ou in­di­re­ta­mente em to­dos os pro­ble­mas do pa­ci­ente.

Sintomas são uma ex­pres­são da con­di­ção dos te­ci­dos en­vol­vi­dos (ar­ti­cu­la­ção, mús­culo, fás­cia, te­cido con­jun­tivo, etc…) quando con­du­zi­dos atra­vés do sis­tema ner­voso e mo­di­fi­ca­dos pelo meio am­bi­ente. É es­sen­cial que seja dada aten­ção a to­dos os fa­to­res que pos­sam in­flu­en­ciar os sin­to­mas de um pa­ci­ente e é ne­ces­sá­rio um mo­delo que não seja do­mi­nado por uma única es­tru­tura, mas um em que to­das as es­tru­tu­ras se­jam le­va­das em conta.

Os sis­te­mas ner­vo­sos cen­tral e pe­ri­fé­rico pre­ci­sam ser con­si­de­ra­dos como sendo um só, uma vez que for­mam um trato con­tí­nuo. Está li­gado de três ma­nei­ras: os te­ci­dos con­jun­ti­vos são con­tí­nuos, em­bora em di­fe­ren­tes for­ma­tos. Estresses im­pos­tos so­bre o sis­tema ner­voso pe­ri­fé­rico du­rante o mo­vi­mento são trans­mi­ti­dos para o sis­tema ner­voso cen­tral. Se hou­ver al­guma al­te­ra­ção em al­guma parte do sis­tema, ha­verá re­per­cus­sões em todo o sis­tema.

A mo­bi­li­za­ção di­reta do sis­tema ner­voso se dá atra­vés do des­li­za­mento en­tre as in­ter­fa­ces te­ci­du­ais: ar­ti­cu­la­ções, mús­cu­los, fás­cias e pele.

Assim como em to­das as te­ra­pias ma­nu­ais – aqui em es­pe­cial, exige ha­bi­li­dade téc­nica e acu­rá­cia, pois é uma das téc­ni­cas que exige maior per­cep­ção do te­ra­peuta, pois não há uma ala­vanca de mo­vi­mento como nas ar­ti­cu­la­ções, aqui é pre­ciso ainda mais aten­ção às res­pos­tas te­ci­du­ais e às ten­sões pre­sen­tes nos te­ci­dos en­vol­vi­dos. Engloba re­co­nhe­ci­mento da re­sis­tên­cia en­con­trada, sin­to­mas sen­ti­dos e suas cor­re­la­ções du­rante o mo­vi­mento.