Utilização de bandagens elásticas em cirurgias plásticas pelo conceito da mecanobiologia tecidual

Com base no con­ceito da me­ca­no­bi­o­lo­gia, po­de­mos usar as ban­da­gens (tape) para au­xi­liar os pro­ces­sos me­ta­bó­li­cos fa­vo­re­cendo um am­bi­ente ade­quado para que o pro­cesso de re­paro ocorra mais na­tu­ral­mente, uma vez que a li­te­ra­tura nos diz que as res­pos­tas do re­paro te­ci­dual são mo­du­la­das de acordo com o am­bi­ente me­ca­no­bi­o­ló­gico te­ci­dual. Com isso, con­se­gui­mos uma me­lhor qua­li­dade na for­ma­ção do te­cido ci­ca­tri­cial.

É pos­sí­vel pre­ve­nir he­ma­to­mas, se­ro­mas, au­xi­liar o tra­ta­mento das fi­bro­ses e re­du­zir as equi­mo­ses, pois o tape nos per­mite con­ter os te­ci­dos bem como apli­car ten­sões em áreas es­pe­cí­fi­cas quando ne­ces­si­ta­mos da ação des­tas for­ças. É um ex­ce­lente re­curso para ser usado em subs­tiui­ção ao mi­cro­pore, pois sua cola é hi­po­a­ler­gê­nica e ainda tem a grande van­ta­gem do ma­te­rial é feito de te­cido elás­tico, o que per­mite que ele seja mais con­for­tá­vel para o pa­ci­ente, per­ma­ne­cer ade­rido à pele sem ne­ces­si­dade de troca em um pe­ríodo de 7 a 10 dias e ainda pos­si­bi­li­tar a apro­xi­ma­ção da pele so­bre os mús­cu­los, di­mi­nuindo o es­paço morto que se forma após a re­ti­rada da gor­dura, re­du­zindo as­sim a área le­sada e di­mi­nuindo a in­ten­si­dade da res­posta in­fla­ma­tó­ria, o que re­du­zirá a pro­li­fe­ra­tiva e as­sim, fa­vo­re­cerá que o re­mo­de­la­mento ocorra em seu tempo ideal (apro­xi­ma­da­mente a par­tir de 20 dias PO).

Os efei­tos das for­ças de ten­são e de com­pres­são já es­tão bem des­cri­tos na li­te­ra­tura e po­de­mos fa­cil­mente fa­zer links des­tes con­cei­tos para o uso do tape.

Em nossa prá­tica clí­nica, usa­mos es­ses con­cei­tos e ob­te­mos re­sul­ta­dos muito sa­tis­fa­tó­rios.

A pro­posta é apli­car o tape ime­di­a­ta­mente após a ci­rur­gia, ainda em cen­tro ci­rúr­gico.

Os re­sul­ta­dos ob­ti­dos até o mo­mento mos­tram que com a con­ten­ção ime­di­ata após a ci­rur­gia é pos­sí­vel re­du­zir ede­mas e equi­mo­ses e tam­bém no­ta­mos uma re­du­ção sig­ni­fi­ca­tiva na for­ma­ção dos se­ro­mas.